Onde está a IA facial? Portas de entrada e bastidores metodológicos do projeto fAIces
Workshop | 20 de outubro de 2026

 

DIA

20 de outubro

HORA

13h30

LOCAL

Iscte, Ed.4, Sala B226

ORADORA

Helena Machado, Investigadora CIES-Iscte e Investigadora Principal fAIces

Como seguir empiricamente tecnologias de IA facial que circulam por diferentes mundos sociais, contextos e domínios de aplicação? E o que acontece ao objeto de investigação quando mudamos a porta pela qual entramos? Partindo da experiência em curso do projeto fAIces, exploram-se diferentes modos de seguir a IA facial: da cartografia da produção científica e do universo empresarial às entrevistas com cientistas, passando pela aproximação a organizações da sociedade civil e comunidades negras e pelo acompanhamento de artistas, exposições e práticas artísticas. Mais do que apresentar um desenho metodológico estabilizado, discute-se como diferentes formas de entrada no terreno tornam visíveis diferentes versões do objeto, colocam distintos problemas de acesso, delimitação e articulação entre métodos, e obrigam a interrogar continuamente onde começa e onde acaba aquilo a que chamamos “IA facial”.

 


 

HELENA MACHADO Investigadora Principal do projeto fAIces – Tecnologias de Reconhecimento Facial: Etho-Assemblages e Futuros Alternativos, financiado por uma Advanced Grant do Conselho Europeu de Investigação.

Doutorada em Sociologia, desenvolve investigação na intersecção entre os Estudos de Ciência e Tecnologia (STS), os Estudos Sociais da Inteligência Artificial e a ética empírica. O seu trabalho analisa como as tecnologias emergentes coproduzem instituições, formas de governação, direitos e desigualdades, com particular enfoque nas infraestruturas de identificação humana. Mais recentemente, tem vindo a alargar esta agenda ao estudo das implicações éticas e sociais da inteligência artificial na saúde, articulando contributos da sociologia, dos STS e da bioética.

No âmbito do projeto fAIces, investiga os papéis interligados de cientistas, empresas tecnológicas, decisores políticos, organizações da sociedade civil e comunidades afetadas no desenvolvimento de tecnologias de reconhecimento facial e na construção de futuros alternativos para a inteligência artificial. Em paralelo, desenvolveu investigação sobre a governação ética da IA e das tecnologias biométricas em contextos de saúde, em colaboração com o Centre for Research Ethics and Bioethics (CRB) da Universidade de Uppsala (Setembro de 2025-Maio de 2026).