No dia 13 de maio de 2025, o Iscte-CVTT foi palco do Fórum Multiplicador do projeto "Inclusion+ : Tackling the challenges of Erasmus+ mobility inclusion and diversity at higher education level", coordenado por Thais França (CIES-Iscte) e financiado pela Agência Erasmus+.
O evento reuniu mais de 30 participantes — investigadores e investigadoras, profissionais de relações internacionais, técnicos de serviços de apoio ao estudante, representantes de municípios e organizações da sociedade civil — de diferentes partes do país num espaço de reflexão, trabalho e partilha genuína sobre inclusão na mobilidade Erasmus+.

O evento decorreu em formato híbrido, com Thais França e Liliana Azevedo, do CIES-Iscte, a dinamizar a sessão presencial em Lisboa, e com João Caramelo da Universidade do Porto e Cosmin Nada, também do CIES-Iscte a assegurar a ligação e coordenação da participação online — garantindo que a conversa chegou a toda a gente, independentemente de onde estavam.
A tarde começou por dar voz a quem mais importa: os próprios estudantes. Foram partilhados relatos em primeira pessoa sobre o que significa tentar participar na mobilidade Erasmus+ quando se tem uma deficiência ou responsabilidades de cuidado — histórias que revelam barreiras práticas, mas também os caminhos possíveis para a promoção de uma Erasmus+ mais inclusivo. A seguir, a equipa do Inclusion+ apresentou os principais resultados do projeto: o relatório de storytelling construído a partir de experiências vividas, as ferramentas co-criadas nos Laboratórios Colaborativos, o mapa de ação para instituições de ensino superior e cidades, e o protótipo de uma aplicação móvel desenhada com e para estudantes com deficiência — para navegar a cidade de acolhimento com autonomia e confiança.

Mas o Fórum não foi apenas um momento de apresentação. Foi sobretudo um momento de trabalho em conjunto. Numa sessão participativa, os presentes — especialistas, profissionais e parceiros — mergulharam nas ferramentas do Inclusion+, questionando o que parece simples no papel, mas é difícil na prática, identificando onde a colaboração entre universidades e cidades pode ser mais transformadora, e imaginando o que querem ter mudado daqui a um ano. A mensagem que ficou no ar é a que atravessa todo o projeto: a inclusão é uma responsabilidade coletiva. As universidades não conseguem sozinhas. As cidades não conseguem sozinhas. E os estudantes não deveriam ter de resolver tudo sozinhos. O Fórum Multiplicador foi mais um passo nessa direção de responsabilidades partilhadas.

Em breve poderão aceder à versão final dos documentos que foram apresentados no site do projeto, onde já se encontra disponível os primeiros episódios do Podcast
Podem igualmente seguir as atividades do projeto no LinkdedIn.